Por Clóvis Bergamo Filho*

O tema capacitação nunca foi tão relevante como atualmente. Hoje, não basta ter a informação, é preciso ser capaz de transformá-la em vantagem competitiva na prática. E é, justamente, em busca dessa vantagem que as empesas investem na capacitação de seus profissionais. Uma roda viva. Na área de processos, o mercado entendeu que a metodologia Lean Six Sigma é a ferramenta ideal para um programa de excelência operacional que tenha como base a revisão de processos e a definição de indicadores.

Mas essa jornada de capacitação ainda causa muitas dúvidas. Por onde começar? Quais são os passos seguintes? Quanto tempo leva? Em resumo, entendo que o caminho para capacitação se divide em duas vias: a capacitação do profissional e a do especialista. A capacitação do profissional consiste em somar o conhecimento da metodologia aos outros conhecimentos definidos para exercer a atividade.

Muitas empresas estão adotando como parâmetro a seguinte conduta: assim que o profissional ingressa na organização, ele passa por um treinamento de quatro horas para obter o título de White Belt – o primeiro estágio na capacitação Lean Six Sigma. O próximo passo é o Yellow Belt, que exige um pouco mais, são 20 horas de treinamento para um aprofundamento maior sobre a metodologia. O processo de capacitação pode ser feito à distância (via EAD), o que possibilita uma maior escala de disseminação da metodologia na organização.

Uma dica na hora de escolher a instituição de ensino: a Six Sigma Brasil criou um selo de qualidade para garantir a qualidade dos treinamentos disponíveis no mercado, validando conteúdo, carga horária e instrutores. Várias empresas já são homologadas e utilizam o Selo “Accredited by Six Sigma Brasil”.

O próximo estágio vai além da capacitação acadêmica. É preciso aplicar os conhecimentos obtidos na prática. Os profissionais que fazem o Green Belt (80 horas) são, geralmente, gestores ou supervisores que representam aproximadamente 25% dos colaboradores das organizações e que terão que executar projetos de produtividade em suas áreas para obterem a conclusão da certificação.

Respondendo às questões iniciais, o processo de capacitação Lean Six Sigma passa pelas etapas de formação acadêmica, sendo o EAD uma importante ferramenta viabilizadora, e, para os títulos de Green e Black Belt, pela execução de um projeto com a aplicação prática da metodologia e acompanhamento dos consultores. Ao término do projeto e com a validação dos resultados/parâmetros estabelecidos pela organização, o profissional pode se declarar certificado ao mercado.

Vale dizer que, normalmente, os projetos são definidos para durarem quatro meses, proporcionando um retorno rápido para a empresa. Tudo aquilo que ficar de fora do escopo inicial entra em um segundo projeto e assim sucessivamente. Outro ponto importante é que, caso entenda necessário, o profissional que está passando pelo processo de certificação pode contratar horas adicionais de acompanhamento.

“E qual a aceitação do mercado?”, você deve estar se perguntado. Depois de certificado, o profissional passa a ser amplamente reconhecido. O que pode acontecer, eventualmente, é, em seu próximo emprego, a empresa requerer que execute um projeto seguindo os seus parâmetros para também considerá-lo certificado. O que um Green ou Black Belt consegue tirar de letra!

*Clóvis Bergamo Filho é CEO & Founder da Six Sigma Brasil